Da série "Vamos falar do empoderamento pós-parto": por que chora o bebê?

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
O preparo para o puerpério é uma importante etapa da gestação, uma vez que possibilita que você se organize emocionalmente para o que está por vir. 

Quando nos preparamos e nos organizamos, temos o privilégio de passar por uma etapa turbulenta de forma mais consciênciente, e portanto não só sofremos menos com as novidades como também curtimos mais! 

"Por que chora o bebê?" é um empoderamento ainda mais precioso pro pós-parto: um que nos acalma e nos permite conhecer nosso bebe e respeita-lo. Fazendo isso, temos mais chances de conseguimos manter a  tranquilidade em momentos difíceis, passar tranquilidade pra o bebê e, portanto, curtir mais essa fase que passa tão rapidinho, que é a fase da descoberta do bebê. Quem é o meu bebe? Como ele é? Quem sou enquanto mãe dele?

Segundo Laura Gutman, o bebê quando sai do útero materno espera ser mantido conforme havida sido nos últimos 9 meses: contato constante, movimento constante, alimentação constante, calor constante, sons constantes, presença da mãe constante. 
Para o bebê, a realidade do mundo é um desafio diário, e não ter esses requisitos básicos para sua segurança e confiança é assustador. E a única forma que o bebê tem de comunicar isso é o choro. 

Bebês choram. 

E principalmente, bebês choram por que precisam de algo. E ninguém pede o que não precisa. No entanto, o tempo do bebê não é igual ao tempo dos adultos. E essa é a maior dificuldade que enfrentamos: compreender o tempo do bebê. E, mais ainda, a maior dúvida de todas: satisfazer a necessidade do bebê ou a minha?

Por que a necessidade de nutrição, sono, colo, atenção, movimento e etc do bebê exige no tempo dos adultos algo que, muitas vezes exaustos, não conseguimos dar. E se não nos empoderamos nem aprendemos a pedir ajuda, aí entra o perigo.

O perigo de nomear o bebê. O perigo de nomear o que sente o bebê, de interpretar e dar nomes, encontrar padrões e diagnosticar doenças onde tudo o que o bebê precisa é de atenção. 

E aí existe um perigo ainda maior!! O maior deles: o perigo do desamparo. Aquele momento que decide-se por deixar o bebê chorar, que decide-se que ele tem "cólicas" ou "refluxo" e que não há nada que se possa fazer. Aquele momento que decide-se parar de tentar entender o choro do bebê, e simplesmente considerar que ele "é isso" ou que "tem aquilo" que o faz chorar.

É nessas horas temos um outro problema grande: as intervenções externas ao relacionamento mãe- bebê, em que há a tentativa de ensinar a mãe o que fazer e como, ao invés de deixá-la seguir seus instintos e seu coração. 

O puerpério tem esse detalhe importante, então entenda: não é tempo de pensar, é tempo de agir segundo as indicações de nosso coração! 

E por que isso? Além da mãe empoderada ser a que mais conhece se filho, ela também é aquele cheiro que ele busca, aquela calma que ele precisa. E ai entramos num tema de extrema importância com o empoderamento pós-parto: 

A FUSÃO EMOCIONAL!

Todo o complexo emocional do bebê está se formando, e nesse momento ele ainda está em fusão emocional com a mãe.

Ou seja, seu estado emocional deve ser cuidado com carinho, pois ele dirá o estado emocional do bebê. 

Além disso, o estado emocional da mãe dita a forma como ela vai interpretar o bebê, e por consequência seu discurso e sua forma de agir, que terão consequências diretas no comportamento do bebê (choro, sono, etc). 

Dica do coração: 
depois que fizer tudo, buscar todos as formas de acalmá-lo, o bebê continuar chorando, é a hora de parar de se perguntar "o que precisa o bebê?" e começar a se perguntar "o que EU estou precisando?".

Muitas vezes, só de se ouvir, se acalmar, se cuidar.. você já acalma o bebe. Lembrar que seu estado emocional é diretamente relacionado com o estado emocional do bebê pode te auxiliar nos momentos mais difíceis! 

Quando estamos empoderadas de nossa maternidade, conseguimos aos poucos desenvolver essa consciência e nos apropriar desse ser, desse relacionamento único, e nos sentir seguras com nossas percepções e decisões.

Isto é, com o empoderamento materno, o entorno não te desequilibra. 

Se me olham feio porque meu bebê chora, olho feio de volta, porque me cobram o absurdo. Ele vai chorar sim, e isso não me amedronta nem me envergonha, pois estou confiante de que esse choro é uma conversa, e que vamos nos entender.

#OPoderdoDiscursoMaterno

A autora que inspira essa página tem um vídeo em espanhol excelente sobre o assunto:





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