Faço o que digo para que façam o que faço

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terça-feira, 8 de agosto de 2017


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Na sala de espera em meio à um oceano de telas brilhantes iluminando rostos, vejo uma menina bem nova lendo. Enquanto eu corria atrás do meu bebê empolgado, eu pensava "quero que meus meninos gostem de ler! Eu gosto tanto! Enquanto outras pessoas estão lendo sobre o fim de semana de alguém, ela está vivendo alguma história empolgante numa cidade distante daqui". Fiquei me perguntando como eu poderia fazer que os meninos gostassem também. E ao chegar mais perto, vejo sentada ao lado dela uma mulher mais velha também lendo. Sua mãe, imaginei. Então pensei "claro, o exemplo fala mais alto! Preciso retomar minhas leituras perto deles!". Tirei uma foto, pedi autorização, e as duas simpáticas com sorriso me autorizaram a usar aqui! Marília e Ana Sofia sorriram e continuaram lendo depois que eu sai. A leitura estava interessante demais para que minha interrupção atrapalhasse. Achei lindo, o máximo! Um reforço do que já levo pra minha vida: faço o que EU digo para que FAÇAM o que faço!
Muitas vezes pais me mandam mensagens perguntando como fazer o filho comer mais saladas e verduras, como comer mais frutas, como ensinar inteligência emocional.. e para todas essas perguntas, a mesma resposta: cuida de você! Coma mais verduras, legumes e frutas. Desenvolva sua inteligência emocional. Seja exemplo, e o tempo vai se encarregar. Seja porque seus filhos te vêm fazendo, seja porque suas novas descobertas serão explicadas para eles nos momentos certos. Mas fazendo o que você deseja na vida dos seus filhos aumenta bastantes as chances porque o que fazemos fala mais alto do que o que falamos! Até porque, é muito mais difícil ensinar alguém a fazer algo que você não compreende nem sabe fazer, correto? Como ensinar alguém a andar de bicicleta se você sequer sabe se equilibrar nela? Como ensinar com foco quando você mesmo não vê objetivo? Mas quando você aprende, empolgado, sentindo o vento passar pelos seus cabelos e pensa "meu filho precisa sentir isso!" o seu ensinar muda!
Então fica aqui esse lembrete! Vamos fazer mais e nos deixar ser vistos pelas crianças! #PsiMama #FaçoOQueDigo

"Quando eu era criança não tinha disso! E eu não morri!"

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"Quando eu era criança não tinha disso! E eu não morri!"

É muito comum ouvir isso hoje em dia, e com relação aos mais variados assuntos: alimentação, criação, cadeirinha no carro.. 

São inúmeros os temas, e poucas pessoas compreendem que ter *sobrevivido* à infância *apesar* de certas coisas não faz delas desnecessárias. Mais forte que isso, é entender que *você* pode ter "sobrevivido", mas e asconsequências que isso tem e teve na sua vida?! E quem não "sobreviveu" tão bem assim, ou não sobreviveu e ponto (caso das cadeirinhas dos carros).

Precisamos compreender que o conhecimento humano evolui, e geralmente essa evolução vem motivada pela necessidade. Ora, se hoje temos cadeirinhas obrigatórias nos carros, com certeza não é por que muitas crianças sobreviveram e estão bem hoje. Da mesma forma, as teorias de criação não vieram sem motivo.. vieram por necessidade, com anos de experiências e estudos, é definitivamente para ajudar e melhorar as pessoas do mundo! 

Laura Gutman diz que precisamos entrar em contato com a criança que fomos. No entato, o desamparo foi tão naturalizado, que encontramos adultos orgulhosos de terem sido crianças sobreviventes à ausência dos pais, mas que quando entram em contato com suas verdades interiores, descobrem um enorme vazio ou uma carência infantil imensurável.

Então vamos entender isso.. as crianças não precisam "sobreviver" a infância para serem "fortes e independentes". Isso é um mito!!
Elas podem acabar se tornando adultos inseguros e carentes.

O que faz um adulto forte e independente é uma infância segura e cheia de amor. A confiança da criança em seus cuidadores é comprovadamente saudável para que a criança cresça com confiança em si. O mesmo vale para a segurança, e o amor e o carinho.

Pense comigo.. se a criança aprende a receber amor e ser tratada com respeito, chances são que ela tratará o outro com amor e respeito. Não é disso que o mundo precisa mais do que tudo?!

Vamos pensar com carinho, repensar discursos do passado, e criar filhos felizes *por causa* de suas infâncias! 💕

#PsiMama

Como entender o protagonismo infantil? Cuidado do próprio!

Quando a gente estuda muito primeira infância, criação com apego, disciplina positiva, montessori e etc, as vezes fica muito doído e difícil ir em ambientes como parquinhos e brinquedotecas. A gente ouve muita coisa que da vontade de ajudar, de falar, de intrometer. O que NÃO deve ser feito. Então fico naquela agonia, naquela dor interna, naquele sentimento ruim. Uma criança sem maturidade emocional sendo reprimida por um adulto sem maturidade emocional. Vira uma bagunça, uma tristeza. E tão injusto!! A criança tão pequena, tão vulnerável! Ela geralmente está em desvantagem, é reprimida, é quem mais perde ali..

Essa dor é ainda maior quando a pessoa, depois de gritar com a criança, rotular e castigar, olha pra mim e diz de peito cheio "sou psicóloga e atendo crianças!".

Isso dói. Dói lá dentro. Dói em tantos lugares ao mesmo tempo que não sei explicar! Aconteceu isso hoje, e estou até agora tentando entender como vamos fazer para esse mundo melhorar se até as pessoas que procuram ajuda encontram profissionais desatualizados e despreparados.

Vale para tantos profissionais de tantas áreas.. chegam até mim péssimas sugestões vinda de pediatras, psicólogos, enfermeiros.. de desmame, introdução alimentar precoce, diagnósticos precoces.. tanta gente de uma área falando com o peito cheio de outras áreas como se dominasse todo o conhecimento do mundo! Profissionais soberbos, sentados na cadeira do saber quando estão há muito tempo sem sequer tirar umas horas para uma boa leitura de atualização. Querem informações prontas e mastigadas que geralmente chegam mergulhadas no interesse de quem levou até eles. Interesse esse que geralmente vem de mãos dadas com achismos, senso comum e uma dose gigantesca de interesse comercial.
Vale ressaltar que eu acho muito perigoso o atendimento de crianças, principalmente dependendo da idade. Vejo que para cada criança num consultório existem pais precisando muito mais. E, muitas vezes, através da criança chegamos nos pais. É uma porta de entrada. Mas também outras vezes, quando aparece a demanda do cuidado e acompanhamento dos pais, a criança some. Muitos só querem que a criança se encaixe na expectativa deles. Mas ela não se encaixa, porque é uma criança. Frustrados, preferem um diagnóstico, um nome, qualquer coisa. Mas muitas vezes tudo o que precisam é de ter expectativas mais reais. Compreender melhor o que é a infância, como é o desenvolvimento e o quão diferente tudo isso é da expectativa que tinham.

Quando crianças chegam ao consultório é extremamente necessário analisar quem precisa de acompanhamento. Será mesmo a criança? Por que?

Como diria a grande psicanalista Françoise Dolto: "Seu filho é gago? E isso incomoda ele a ponto dele pedir ajuda? Não? Te incomoda então. Entendi. Ai quem precisa de vir fazer análise é você porque a gagueira do seu filho te incomoda.Quando incomodar a ele, então tratamos ele."

Quando a gente cuida da própria maturidade emocional, a gente também promove a inteligência emocional da criança. O raciocínio lógico e a comunicação. A habilidade de escolher, a autonomia e autoconfiança ao perceber que é protagonista da própria infância, da própria história.. são libertadores a longo prazo na vida de qualquer um!

Uma sugestão transformadora? Leia!
Laura Gutman, Jane Nelsen, Carlos Gonzalez, Maria Montessori.. busque aqui na página ou lá no blog meus textos que resumem e explicam a primeira infância, as ferramentas, o protagonismo infantil.

#PsiMama
#DicaPsiMama

Hoje tive A PIOR NOITE DE TODAS com a amamentação. 

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sexta-feira, 28 de julho de 2017




Faço cama compartilhada e o bebê queria ficar me beliscando. Chorava, chorava incansavelmente porque eu coloquei o sutiã para ele parar de me machucar. Não, não era mamar que ele queria, era ficar ficando aquela mini unha em mim! Não dormi, ele chorou a noite toda. Mamou pouco, chorou muito, e eu fiquei ali do lado, cansada.. exausta! Chorando também. Eu não estava desmamando ele, mas era o que parecia.. nada gentil, nada respeitoso.. para nenhum de nós! Aquela dor me consumia! Será que deixo ele me beliscar para ele sofrer menos?? Mas EU estou MACHUCADA com isso. Não, não posso fazer isso. Eu fiquei perdida. Angustiada e exausta. Então falei para ele o que eu estava sentido, no ouvido, bem baixinho. Pedi que ele me ajudasse. Pedi que ele me perdoasse e ao mesmo tempo me entendesse. Pedi, quase implorei. "Não chora, não sofre, está tudo bem." Mas eu chorava também! Não costumo pedir pros meus filhos não chorarem, sempre estimulo que expressem suas emoções. Mas não naquele momento. Eu não aguentava aquele choro mais. Eu, minha saúde mental, pedia silêncio. Então foi o que eu pedi, desesperada e com culpa, pro meu bebê de um ano e quatro meses nessa noite. Perdão e silencio. Eu não podia mais. Eu não aguentava mais. Chorando, pedi que ele não chorasse. Pedi o impedível! E ele me ouviu. E o choro cessou. E nós dormimos. Mas já era hora do pai acordar pro trabalho. Já era a hora que o mais velho levanta. Já não era mais hora de dormir. Ele dormiu. E eu precisei levantar chorando por dentro, exausta, precisei levantar. 


Desde então estou pensando nas milhares de mães que em dias como esses precisam de se arrumar e ir ser produtivas nos trabalhos de vocês. Eu ADMIRO MUITO vocês! Eu trabalho em casa, e já é bem difícil pra mim, que posso ficar de camisão e short e quem sabe tirar um cochilo entre meus afazeres do dia. Então fica aqui o meu BEIJO e a minha ADMIRAÇÃO pois nós muitas vezes temos turnos e turnos seguidos e jornadas diferentes de trabalhos diferentes, importantes, difíceis e quase sempre bem desgastantes. 


Fiquei lembrando do post da Mamãe Tagarela e quantas mães vieram aqui criticar o desmame noturno que ela fez. NUNCA FAÇAM ISSO!! Cada mãe sabe a noite que tem, a vida que leva e até onde consegue ir para ter sua saúde emocional cuidada! 


NÃO PODEMOS JULGAR! Precisamos dar mais colo, porque tem muita mãe por aí precisando!

Inteligência Emocional 

Vamos falar de inteligência emocional! 




O que é isso? 

Inteligência Emocional é o exercício e aprendizado de como reconhecer, compreender e lidar com as próprias emoções, caminhando em direção ao auto-conhecimento e auto-controle. Essas características são excelentes tantos para o relacionamento consigo mesmo quanto para as relações com os demais! Depende de quatro habilidades: 

1) Expressar as emoções, percebendo-as; 

2) Usá-las como informações úteis para a auto compreensão; 

3) Diferenciar as diferentes emoções e seus motivos; 

4) Saber administrar, aprendendo ferramentas e exercícios para lidar com elas! 


Para isso, se faz necessário então promover a inteligência emocional 


1) permitindo que a criança expresse suas emoções e sentimentos, legitimando-os ao acolher; 

2) Colocá-las para analisar como se sentem e o porquê; 

3) Nomeá-las, diferenciando umas das outras; 

4) Buscando em conjunto estratégias para lidar com cada uma delas (como se acalmar, como se animar, como se acolher). 


Esses exercícios são importantes para as crianças, mas também para os adultos que têm dificuldade com sua própria inteligência emocional. 

Como muitos de nossos pais não conheciam essas coisas, muitos de nós temos dificuldades com isso desses infância! 


Que tal exercitar junto, aprender junto? 


#PsiMama 

#InteligênciaEmocionalConsciente

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